Da organização à estratégia: a contabilidade como aliada dos negócios
Na JB Andrade desde 2021, a contadora Janaína de Souza Lima comenta os desafios da profissão e o papel estratégico da contabilidade no dia a dia
Por Juliana Caldeira | marketing@jbandrade.com.br
Há trabalhos que só chamam atenção quando alguma coisa sai do lugar. Um prazo que vence, um imposto que não foi recolhido, um número que não fecha. Na contabilidade, porém, há uma rotina silenciosa que vai muito além de manter obrigações em dia: os números também ajudam a orientar decisões.
Na JB Andrade, parte dessa rotina passa, desde abril de 2021, pelas mãos da contadora Janaína de Souza Lima. A parceria começou durante a pandemia de Covid-19, embora a relação profissional com Andrade viesse de antes.
“Eu já conhecia o Andrade há algum tempo, quando ele era sócio de outra empresa da qual eu também era contadora. Depois, passamos a ter mais contato profissional, e ele foi me passando, pouco a pouco, as empresas dele para que eu cuidasse”, relembra Janaína.
Muito além dos impostos
A figura do contador ainda é muito associada a impostos e obrigações fiscais, mas seu papel dentro de uma empresa pode ir muito além dessas responsabilidades. Para Janaína, a contabilidade também deve funcionar como instrumento de gestão, ajudando a interpretar a realidade do negócio e oferecendo informações que deem mais segurança às decisões. “Muitos empresários não enxergam o contador como uma ferramenta para a gestão do negócio e, muitas vezes, acabam pagando por isso. A contabilidade vai muito além da obrigatoriedade de ter um responsável contábil”, explica.
É nesse contexto que balancetes, demonstrativos e relatórios deixam de ser apenas documentos obrigatórios e passam a funcionar como ferramentas para compreender o momento da empresa, avaliar caminhos e embasar escolhas. “Quando a empresa possui uma contabilidade correta, organizada e coerente com a realidade do dia a dia, o balancete pode ajudar muito nas decisões rotineiras. Até mesmo uma consulta ao contador antes de uma operação importante pode fazer a diferença”, destaca Janaína.
Para que esse acompanhamento seja efetivo, no entanto, atualização é indispensável. A complexidade da legislação e das obrigações tributárias exige atenção constante, tanto dos profissionais quanto das empresas. “É imprescindível contratar contadores atualizados em relação à legislação e às normas contábeis. A empresa também precisa manter uma contabilidade transparente e idônea, evitando transtornos tributários”, orienta a especialista.
Quando os números envolvem muitas pessoas
Na administração de condomínios, esta necessidade de organização ganha uma dimensão ainda maior, já que a gestão envolve recursos de terceiros e uma relação direta de confiança com síndicos e moradores. Mais do que manter as contas em ordem, é preciso garantir clareza sobre a utilização desses recursos. “Em todas as áreas, organização e transparência são muito importantes. Porém, na administração de condomínios, isso se torna ainda mais necessário porque a empresa está operando com recursos de terceiros”, explica Janaína.
Neste cenário, transparência e credibilidade caminham juntas. Uma gestão eficiente facilita a prestação de contas e contribui para fortalecer a relação entre administradora, condomínio e clientes. “Essa organização é fundamental para transmitir credibilidade aos clientes”, completa.
Uma parceria de mão dupla
Para que esse trabalho funcione, também é preciso haver colaboração entre empresa e contador. De um lado, o profissional precisa acompanhar normas, prazos e mudanças na legislação; do outro, a empresa deve manter seus processos em dia e fornecer as informações necessárias para que a contabilidade reflita sua realidade.
Na relação construída com a JB Andrade, Janaína destaca justamente esse comprometimento: “A JB Andrade é um cliente preocupado em estar em conformidade com as normas contábeis e com o Fisco, e isso torna nossa rotina mais fácil”, ressalta.
Mesmo quando essa engrenagem funciona bem, a profissão exige atenção constante, já que um erro ou atraso pode gerar consequências muito maiores do que parece. É uma responsabilidade que Janaína costuma resumir aos próprios colaboradores de forma bem-humorada: “Como sempre digo aos meus colaboradores, contabilidade não é para os fracos. É preciso gostar e amar, porque é uma rotina bastante maçante. Qualquer erro ou atraso pode se tornar um grande problema para nós ou para o cliente”, finaliza a profissional.
No fim das contas, talvez seja essa a parte da contabilidade que menos aparece quando pensamos apenas em impostos e planilhas. Os números registram o que aconteceu, mas, quando bem interpretados, também ajudam a decidir o que fazer daqui para frente.
E entre uma obrigação que vence, um balancete que precisa fechar e uma decisão que não pode esperar, a contabilidade segue fazendo o seu trabalho: organizar o presente para dar mais segurança ao próximo passo.